Terça-feira, 24 de Junho de 2008
O espanholismo fai-se análises
O Centro de Investigações Sociológicas espanhol (CIS), deu a conhecer um estudo realizado em colaboraçom coa Universidade de Salamanca sobre a identidade nacional espanhola, baseado nuns inquéritos realizados em Janeiro de 2007, e que está a ter nos últimos dias algum eco na comunicaçom social, nomeadamente na escrita.O primeiro que chama a atençom, à vista da ficha técnica, é a distribuiçom da amostra planejada: das 3.213 entrevistas previstas no ámbito estatal, concentrou-se a maioria nas comunidades autónomas de Catalunha, País Basco, País Valenciano e Madrid (600 entrevistas planejadas em cada umha).
Galiza fica incluída, portanto, no conjunto denominado "Resto", polo qual a informaçom que a imprensa está a dar é pouco relevante para aplicá-la ao nosso país, e o mesmo acontece quanto aos valores médios estatais desta amostra, tam descompensada territorialmente.
Cos dados deste estudo aparecem, significativamente, Madrid e o País Basco como pólos opostos na confrontaçom entre o espanholismo e o nacionalismo ou soberanismo, nomeadamente nestes ítems:
- nível de espanholismo máximo: Madrid 50,9% - Catalunha 18,6% - País Basco 3,3%;
- media de espanholismo: M 7,42 - Cat 5,03 - PB 4,01;
- apoio a um estado centralista sem autonomias: M 21,1% - Cat 5,03%- PB 2,2%;
- apoio ao direito de autodeterminaçom autonómico: M 5,1% - Cat 22,5% - PB 26,3%
- identidade espanhola exclusiva: M 18,2%- Cat 7,7% - PB 5,3%
- identidade 'autonómica' exclusiva: M 1,7% - Cat 14,0 - PB 20,8%.
Os dados do País Valenciano retratam um povo com um grande conflito identitário e um elevado grau de alheaçom, auto-ódio e fóbia à cultura própria, dados provavelmente similares aos que daria a Galiza, mas matizados talvez por um menor grau de abandono e rejeiçom da identidade, língua e cultura próprias.
A ausência dumha amostra galega similar à basca ou catalã choca com umha das perguntas, a número 32, onde se questiona sobre a concordáncia com que a Catalunha, o País Basco e a Galiza podam ter selecções desportivas próprias, cujos resultados em termos de apoio (de acordo ou mui de acordo) som estes:
- Madrid: 24,2%
- País Basco: 65,5%
- Catalunha: 67,0%
- País Valenciano: 25,5%
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Dos votos emitidos aos assentos parlamentares
O exacerbado aumento do bipartidismo que decorre das eleições legislativas espanholas de onte, em que PP e PSOE, com 83,72% de votos, detentam 92% dos deputados eleitos para o Congresso, e a clamorosa infra-representaçom de Izquierda Unida, reavivam o debate sobre o sistema eleitoral.
Para ilustrar as deformações a que a lei eleitoral submete a representaçom da vontade popular expressa na votaçom, apresentam-se os cálculos do reparto de assentos considerando todo o Estado como único círculo ou circunscriçom eleitoral quer aplicando o Método D'Hont, quer distribuindo os votos proporcionalmente. Em qualquer dos dous casos os resultados som bem menos bipartidistas e parecem expressar melhor a pluralidade política emanada das urnas. Também som expostos os dados de votos necessários por cada partido para conseguir deputado, os quais revelam IU como principal prejudicada no ámbito estatal e na nossa naçom o BNG.
A constituiçom espanhola de 1978 estabeleceu um novo mapa territorial estatal, coa instauraçom das autonomias, cuja conformaçom definitiva nom se conheceria até anos depois da sua aprovaçom, polo qual o círculo eleitoral foi mantido na província. Umha reforma possível e recomendável da lei eleitoral seria portanto a sua adequaçom à nova estrutura territorial do estado, estabelecendo as comunidades autónomas como círculos eleitorais. Nesse caso, produziriam-se mudanças no reparto dos escanos de várias comunidades com respeito aos resultados conhecidos: em Andaluzia 3 deputados do PSOE passariam a ser de IU, em Aragom 1 do PSOE passaria ao PP, em Castela e Leom: 1 do PP passaria ao PSOE, em Castela-A Mancha igualmente 1 do PP passaria ao PSOE, na Catalunha o PSC perderia 2, CiU perderia 1 e PP, ERC e IC ganhariam 1 deputado cada um, na Extremadura 1 do PP passaria ao PSOE, na Galiza 1 do PSOE passaria ao BNG, e no País Vasco 1 do PSOE passaria ao PP.
Deixo um quadro cos resultados eleitorais e duas extrapolações tomando todo o Estado como círculo eleitoral numha delas, e na outra as comunidades autónomas.
Cabe fazer umha observaçom omitida quase sempre que se fai a extrapolaçom dos resultados para o caso de existir círculo eleitoral único estatal, já que nessa hipótese formações como o BNG, PNB, CIU ou ERC poderiam obter votos em províncias onde agora nom se apresentam, polo qual o resultado eleitoral variaria mais que na aplicaçom do sistema autonómico.
Para ilustrar as deformações a que a lei eleitoral submete a representaçom da vontade popular expressa na votaçom, apresentam-se os cálculos do reparto de assentos considerando todo o Estado como único círculo ou circunscriçom eleitoral quer aplicando o Método D'Hont, quer distribuindo os votos proporcionalmente. Em qualquer dos dous casos os resultados som bem menos bipartidistas e parecem expressar melhor a pluralidade política emanada das urnas. Também som expostos os dados de votos necessários por cada partido para conseguir deputado, os quais revelam IU como principal prejudicada no ámbito estatal e na nossa naçom o BNG.
A constituiçom espanhola de 1978 estabeleceu um novo mapa territorial estatal, coa instauraçom das autonomias, cuja conformaçom definitiva nom se conheceria até anos depois da sua aprovaçom, polo qual o círculo eleitoral foi mantido na província. Umha reforma possível e recomendável da lei eleitoral seria portanto a sua adequaçom à nova estrutura territorial do estado, estabelecendo as comunidades autónomas como círculos eleitorais. Nesse caso, produziriam-se mudanças no reparto dos escanos de várias comunidades com respeito aos resultados conhecidos: em Andaluzia 3 deputados do PSOE passariam a ser de IU, em Aragom 1 do PSOE passaria ao PP, em Castela e Leom: 1 do PP passaria ao PSOE, em Castela-A Mancha igualmente 1 do PP passaria ao PSOE, na Catalunha o PSC perderia 2, CiU perderia 1 e PP, ERC e IC ganhariam 1 deputado cada um, na Extremadura 1 do PP passaria ao PSOE, na Galiza 1 do PSOE passaria ao BNG, e no País Vasco 1 do PSOE passaria ao PP.
Deixo um quadro cos resultados eleitorais e duas extrapolações tomando todo o Estado como círculo eleitoral numha delas, e na outra as comunidades autónomas.
Cabe fazer umha observaçom omitida quase sempre que se fai a extrapolaçom dos resultados para o caso de existir círculo eleitoral único estatal, já que nessa hipótese formações como o BNG, PNB, CIU ou ERC poderiam obter votos em províncias onde agora nom se apresentam, polo qual o resultado eleitoral variaria mais que na aplicaçom do sistema autonómico.
| PARTIDO | RESULTADO LEI ACTUAL (Províncias) | CÍRCULO ÚNICO | CÍRCULO AUTONÓMICO |
| PSOE | 169 | 161 | 164 |
| PP | 153 | 147 | 153 |
| CiU | 11 | 11 | 10 |
| EAJ-PNV | 6 | 4 | 6 |
| ERC | 3 | 4 | 4 |
| IU-ICV | 2 | 14 | 6 |
| BNG | 2 | 3 | 3 |
| CC-PNC | 2 | 2 | 2 |
| NA-BAI | 1 | 0 | 1 |
| UPD | 1 | 4 | 1 |
Etiquetas: eleições
Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol
Hoje está a ser recuperada no Brasil a comemoraçom de Lo Dia Internacional de Hablarse Portunhol, inicialmente proposta em 2005 para o 13 de Outubro, que em 2006 ficou esquecida
e agora é mudada para a última sexta-feira do mesmo mês.
No Brasil as pessoas brincam co absurdo e ridículo que resulta misturar galego-português e espanhol de forma caótica e imprevisível, enquanto que na Galiza tal brincadeira é a expressom habitual de relevantes e seríssimas personagens públicas.
Como novidade, este ano foi apresentado o novo Tradutor para portunhol.

